Boa Noite! São José dos Campos - SP, sábado, 04 de setembro de 2010
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Meu pé de Ipê de flores roxas

27/07/2010

A casa onde moro, apesar de ser um lote relativamente pequeno, é de esquina. A casa construída é de "duas águas" deixando um bom espaço de quintal livre.

Já tivemos em nosso quintal várias árvores: - dois pés de ameixa, abacate, "orvalho" (é assim que eu conhecia a fruta azedinha e bem saborosa), laranjeira, pé de figo, café e outras. Bom, hoje algumas não existem mais, mas ainda sobrou a laranjeira, o pé de figo, as roseiras, um pinheiro, três palmeiras Jussara, e o meu pé de Ipê.

Meu pé de Ipê de flores roxas. Ficou totalmente florido apenas uma vez, quando depois de muito tempo meu pai (falecido em 1993) o podou.  Depois, nunca mais deu um broto que fosse, e a poda não resolvia mais.

Há cerca de uns 4 anos, resolvi cortá-lo, pois enchia de folhas o quintal e, era horrível de varrer. Mais fácil cortá-lo que juntar suas folhas. Então, comecei o processo. Cortei seus galhos finos deixando apenas o esqueleto, pois estava com pouquíssimas folhas. Passado uns dias quando fui cortar os galhos mais grossos, não tive coragem. Estavam todos com brotos de folhas. Foi aí que aconteceu  o papo mais estranho que já tive: - Pedi desculpas ao pé de Ipê por ter pensado em eliminá-lo por causa de suas folhas que enchiam o quintal. Fiquei até envergonhado, e ainda disse: - Mas bem que você podia dar umas flores de vez em quando.

Ele me ouviu e, como que quisesse me agradecer, todo ano ele deve fazer uma força tremenda para me dar umas poucas e lindas flores. Não fica tão bonito quanto à primeira vez que floriu após a poda, mas pelo esforço que faz, fica muito mais bonito. Não fica inteiro florido, apenas algumas partes. O suficiente para me satisfazer.

Ah! outra coisa. Em seu caule tem um monte de orquídeas, que quando floridas enfeitam como um colar o meu pé de Ipê.

As plantas nos ouvem e nos entendem, basta tomarmos a iniciativa de iniciar o diálogo.

Gilberto Henrique Machado

 
Imagens relacionadas:

2007 - Casa na esquina com a copa do pé de Ipê.

Em 2008. Todas essas folhas no quintal de casa, dos vizinhos, na rua.

As poucas flores em 27 de julho de 2010.

Pé de Ipê visto de baixo em 27 de julho de 2010

Meu pai falecido em junho de 1993, com minha mãe, falecida em maio de 1995.

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